Esses dias andei olhando pra trás.
Escrevi cartas que faltavam, dei telefonemas que eram necessários, fiz agradecimentos que demorei demais, dividi responsabilidades que carreguei muitos anos sozinho, tentei diminuir injustiças cometidas por orgulho ou inexperiência.
Foi bom, libertador e para minha surpresa, todas as respostas que recebi, as boas e as más, me serviram. Me responderam. Trouxeram-me paz. Sem surpresas. Quem me amava, amava mesmo, quem me iludia, era mesmo uma mentira. Gostei. Jogo limpo.
Nessa mesma onda acabei escutando discos antigos, lendo livros com dedicatórias de décadas atrás e fotos que me fizeram ora relembrar, ora querer esquecer. Mas que constituiram partes do eu que hoje sou.
Esse eu que beira 41 anos e não se importa com o fato, mas me importo como e onde me colocar nessa altura do campeonato.
Não é mole não.Mas é absolutamente natural e de tão natural chega a ser desejável, há algo de bálsamo, de preocupações que se vão, de valores que se reavaliam em nome de outros mais simples e menos presunçosos.
Há rugas indesejáveis, uns grisalhos meio teimosos demais, umas cismas de gente madura...mas ainda assim, tudo tão natural.
Nesse miolo todo, me reencontrei com uma artista que amava na adolescência, Marina Lima. Ela que passou uma grande crise emocional, deixou de gravar discos, perdeu a voz, mudou o tom. E ouvi os discos e vi os vídeos e entendi: Marina envelheceu. Mais que eu, ou melhor, antes que eu.
Como poderia se esperar que cantasse com o mesmo timbre, as mesmas canções, o mesmo figurino? Era claro que ela precisava desse processo tanto quanto eu, ou outra pessoa que vê e sente o tempo passar, as mudanças que se dão, os valores que se alteram...e entendi tudo. E voltei a amá-la pela coragem. Pela ousadia, que sempre foi sua marca. Aos mais de 50 anos, ela vai continuar sendo a "Garota de Ipanema"? Não! Ela é madura e vai falar das dores e alegrias de seu tempo, vai dançar e cantar para uma mulher de sua idade, vai vestir o figurino que a valoriza no tempo em que está, mas sem virar uma careta chata, ou uma ultrapassada artista que ficou lá nos anos 80.
Sabe, Marina, você voltou a falar pro meu coração e me mostra que dá pra ser linda e sexy aí, onde se está, nem mais pra frente, nem mais pra trás.
De repente, percebi "sem mais rodeios, as outras cores entre o céu e o chão: achava que existisse só o vermelho, que o mundo fosse feito só de ação...tem tanto mais pra dar vazão..."
Tá tudo dito.
Estamos aí, 40, 50, 60, 100...
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Reformas
Hoje vamos reformar a casa.
Passar tinta nas paredes descascadas pelo descaso.
Encerar o chão gasto de andar em círculos.
Limpar as vidraças embaçadas das marcas de nosso olhar distante.
Varrer os cantos, onde escondemos os piores medos.
Mudar alguns móveis de lugar, para não vermos mais as mesmas coisas.
Trocar os pratos e os copos e as companhias para o almoço e o jantar.
Comprar toalhas novas para enxugar outro corpo.
Trocar as mudas de lugar para que refloresçam.
Jogar finalmente aqueles velhos cacos guardados fora, de uma vez por todas.
Polir bem os espelhos, para ver o sorriso estampado no rosto.
E jogar um ótimo aromatizador pela casa toda, com cheiro de novidade.
Agora é só abrir as janelas e deixar o sol entrar, cantarolando uma musiquinha enquanto espera o novo que já vai chegar...
Passar tinta nas paredes descascadas pelo descaso.
Encerar o chão gasto de andar em círculos.
Limpar as vidraças embaçadas das marcas de nosso olhar distante.
Varrer os cantos, onde escondemos os piores medos.
Mudar alguns móveis de lugar, para não vermos mais as mesmas coisas.
Trocar os pratos e os copos e as companhias para o almoço e o jantar.
Comprar toalhas novas para enxugar outro corpo.
Trocar as mudas de lugar para que refloresçam.
Jogar finalmente aqueles velhos cacos guardados fora, de uma vez por todas.
Polir bem os espelhos, para ver o sorriso estampado no rosto.
E jogar um ótimo aromatizador pela casa toda, com cheiro de novidade.
Agora é só abrir as janelas e deixar o sol entrar, cantarolando uma musiquinha enquanto espera o novo que já vai chegar...
terça-feira, 13 de julho de 2010
O oposto do amor...
Tava lendo hoje uma frase de um blog chamado "Vigilantes da Auto-estima"...já gostei de cara do nome do blog.
Tem vigilantes do peso, vigilantes das drogas, vigilantes da birita, vigilantes do sexo, de cigarro, de quase tudo. Aliás tem gente fazendo vigílias demais!!
Adorei os vigilantes da auto-estima!
Lá dizia que : "O oposto do amor é o egoísmo ( não o ódio ) ."
Sen-sa-cio-nal!
Adorei isso! É verdade! Pensem bem...deixem a questão ser refletida...
O oposto do amor é o desamor.
O oposto do amor é o egoísmo, mesmo.
EGO-ismo.
Tem vigilantes do peso, vigilantes das drogas, vigilantes da birita, vigilantes do sexo, de cigarro, de quase tudo. Aliás tem gente fazendo vigílias demais!!
Adorei os vigilantes da auto-estima!
Lá dizia que : "O oposto do amor é o egoísmo ( não o ódio ) ."
Sen-sa-cio-nal!
Adorei isso! É verdade! Pensem bem...deixem a questão ser refletida...
O oposto do amor é o desamor.
O oposto do amor é o egoísmo, mesmo.
EGO-ismo.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Plágio
Hoje não serei original em nada.
Mas, serei generoso.
Li esse belo poema no perfil do Orkut de uma amiga e divido com vocês.
Plagiei o Orkut da Anna, plagiei o poema do Quintana, mas ok, serei perdoado...dividir beleza e tocar emoções é um bom motivo para tantas "transgressões".
EPÍLOGO
Não, o melhor é não falares, não explicares coisa alguma. Tudo agora está suspenso. Nada aguenta mais nada. E sabe Deus o que é que desencadeia as catástrofes, o que é que derruba um castelo de cartas! Não se sabe... Umas vezes passa uma avalanche e não morre uma mosca...Outras vezes senta uma mosca e desaba uma cidade.
Mario Quintana
Mas, serei generoso.
Li esse belo poema no perfil do Orkut de uma amiga e divido com vocês.
Plagiei o Orkut da Anna, plagiei o poema do Quintana, mas ok, serei perdoado...dividir beleza e tocar emoções é um bom motivo para tantas "transgressões".
EPÍLOGO
Não, o melhor é não falares, não explicares coisa alguma. Tudo agora está suspenso. Nada aguenta mais nada. E sabe Deus o que é que desencadeia as catástrofes, o que é que derruba um castelo de cartas! Não se sabe... Umas vezes passa uma avalanche e não morre uma mosca...Outras vezes senta uma mosca e desaba uma cidade.
Mario Quintana
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Eu tenho umas amigas que eu amo.
Esses dias eu li uma frase da Hebe Camargo, depois de ter passado pelo processo todo de tratamento do câncer, em que ela dizia: " A solidão não existe", em função das milhares de mensagens de apoio que recebeu.
Sabe, eu admiro pacas a Hebe. Acho ela lindona, ricona, trabalha há décadas na TV, sei lá, é uma mulher a frente de seu tempo, é uma Madonna brasileira. Não se limitou pela idade, nem por coisa nenhuma. E tal qual Madonna, é polêmica, e loira desde pequenininha...rsrsrs...bem, tá na cara que admiro pacas também a Madonna, amor de fã mesmo.
Mas não é isso que vim dizer.
Vim declarar meu amor também a algumas amigas que estão comigo todos os dias. Pessoas tão amadas que lembro delas diariamente, com quem compartilho segredos quando estamos juntos e com quem falo sozinho quando estamos distantes. Pessoas que fazem a solidão não existir, mesmo.
Pessoas que rompem barreiras do tempo, da distância geográfica, que pegam a estrada pra me ver, que escrevem e-mails para compartilhar comigo, que me oferecem seu tempo, suas casas, suas famílias, que me honram imensamente pelo valor que me dão, sendo todas elas pessoas com vidas cheias de exigências e que mesmo assim sempre me põe em um lugar especial de afeto e dedicação, que tem sempre um tempo pra mim, mesmo quando estou naqueles dias chatos à beça, escorpiano das trevas...rsrsrsrs
Amo vocês, que sabem bem quem são, não preciso nominar.
Gosto do amor "a la " Drummond, que diz num poema que adoro: " Se me amas, ama-me baixinho, não espanta a mim, não espanta aos passarinhos..."
E termina o poema dizendo: "por que a vida é breve , e o amor, mais breve ainda, amada".
É, sou um homem de muita sorte.
Sabe, eu admiro pacas a Hebe. Acho ela lindona, ricona, trabalha há décadas na TV, sei lá, é uma mulher a frente de seu tempo, é uma Madonna brasileira. Não se limitou pela idade, nem por coisa nenhuma. E tal qual Madonna, é polêmica, e loira desde pequenininha...rsrsrs...bem, tá na cara que admiro pacas também a Madonna, amor de fã mesmo.
Mas não é isso que vim dizer.
Vim declarar meu amor também a algumas amigas que estão comigo todos os dias. Pessoas tão amadas que lembro delas diariamente, com quem compartilho segredos quando estamos juntos e com quem falo sozinho quando estamos distantes. Pessoas que fazem a solidão não existir, mesmo.
Pessoas que rompem barreiras do tempo, da distância geográfica, que pegam a estrada pra me ver, que escrevem e-mails para compartilhar comigo, que me oferecem seu tempo, suas casas, suas famílias, que me honram imensamente pelo valor que me dão, sendo todas elas pessoas com vidas cheias de exigências e que mesmo assim sempre me põe em um lugar especial de afeto e dedicação, que tem sempre um tempo pra mim, mesmo quando estou naqueles dias chatos à beça, escorpiano das trevas...rsrsrsrs
Amo vocês, que sabem bem quem são, não preciso nominar.
Gosto do amor "a la " Drummond, que diz num poema que adoro: " Se me amas, ama-me baixinho, não espanta a mim, não espanta aos passarinhos..."
E termina o poema dizendo: "por que a vida é breve , e o amor, mais breve ainda, amada".
É, sou um homem de muita sorte.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Saudade é um " pé no saco "!
Odeio sentir saudades!
Se me perguntarem qual sentimento mais destesto, não exito: saudades!
E parece que isso acontece por que volta e meia me pego saudoso.
Saudade sempre é falta.
Falta de algum lugar que você foi e não voltou mais, ou queria ter ficado mais tempo e não deu. Ou quer voltar pra lá correndo e não tem como.
É falta de alguém. Alguém que também sente sua falta, mas por algum motivo não pode estar por perto. Alguém que você sente falta mas não quer mais saber de você e se afastou, por qualquer motivo que seja e você tem que engolir em seco a ausência.
Saudade sempre tem um tom melancólico, é sempre meio suspirada.
Se relaciona sempre a algum momento, lugar ou evento que parece ter sido melhor e mais proveitoso que os outros e por isso marcou, mas não está mais com você.
Saudade não tem cura, não tem remédio.
Nem hora marcada.
Alguém pode até sentir saudades e achar que são boas, mas boas são as lembranças que a saudade trouxe, não a falta em si. As lembranças podem sim ser boas, não a falta. E se não faz falta, não deixou saudades.
Viveria uma vida inteira sem saudades se pudesse abolir o sentimento de minha vida. E com ele, a falta que me fazem pessoas, coisas, lugares e emoções que ela evoca.
Estaríamos sempre juntos.
Improvável, utópico e ilusório, eu sei.
Mas, deliciosamente bom, como o "The End" dos contos-de-fadas.
The End.
Se me perguntarem qual sentimento mais destesto, não exito: saudades!
E parece que isso acontece por que volta e meia me pego saudoso.
Saudade sempre é falta.
Falta de algum lugar que você foi e não voltou mais, ou queria ter ficado mais tempo e não deu. Ou quer voltar pra lá correndo e não tem como.
É falta de alguém. Alguém que também sente sua falta, mas por algum motivo não pode estar por perto. Alguém que você sente falta mas não quer mais saber de você e se afastou, por qualquer motivo que seja e você tem que engolir em seco a ausência.
Saudade sempre tem um tom melancólico, é sempre meio suspirada.
Se relaciona sempre a algum momento, lugar ou evento que parece ter sido melhor e mais proveitoso que os outros e por isso marcou, mas não está mais com você.
Saudade não tem cura, não tem remédio.
Nem hora marcada.
Alguém pode até sentir saudades e achar que são boas, mas boas são as lembranças que a saudade trouxe, não a falta em si. As lembranças podem sim ser boas, não a falta. E se não faz falta, não deixou saudades.
Viveria uma vida inteira sem saudades se pudesse abolir o sentimento de minha vida. E com ele, a falta que me fazem pessoas, coisas, lugares e emoções que ela evoca.
Estaríamos sempre juntos.
Improvável, utópico e ilusório, eu sei.
Mas, deliciosamente bom, como o "The End" dos contos-de-fadas.
The End.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Que dia bom !
Ahh, que dia bom esse, em que o sol da manhã entrou bem cedo pela minha janela!
E trouxe as lembranças do sonho feliz que tive, ao despertar.
E me fez sorrir ao calcular os absurdos do universo surreal, ainda intacto na memória.
Ahh, os sonhos bons!
E o sol da manhã...
E trouxe as lembranças do sonho feliz que tive, ao despertar.
E me fez sorrir ao calcular os absurdos do universo surreal, ainda intacto na memória.
Ahh, os sonhos bons!
E o sol da manhã...
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